Eu queimei o meu almoço hoje. É engraçado pensar nisso agora, mas na hora eu me desesperei. Tava saindo fumaça do microondas e a cozinha tá cheirando mal até agora.
They're falling from the sky.
Like a wave the ocean just can't control.
07 March 2009 @ 04:36 pm
07 January 2009 @ 02:42 pm
Fiquei dois dias sem Internet porque a bosta do modem resolveu estragar DO NADA. Uh, delícia, adoro. E não há fatos para explicarem o porquê dele ter estragado. A luz não caiu, não teve tempestade e, caso tivesse uma tempestade que eu não tenha sequer ouvido, - porque sabe, às vezes, eu durmo feito pedra mesmo :B - o modem não teria sido o único infeliz de ter ido à merda.
Para um rato de computador feito eu, dois dias longe desse troço é, no mínimo, desesperador.
A solução foi olhar Friends - EU RI! EU RI NUM EPISÓDIO! 8D Aleluia, irmãos. Depois de tantos episódios que passaram em branco para mim, pude rir da desculpa esfarrapada do Guaxinim do Joey, e todo mundo discutindo no aniversário da Pheebs foi hilário, e a Amy (irmã da Rachel) é muito sem noção. Mesmo.
Também vi os ovas de Samurai X, até que enfim. Agora sim eu pude entender a história inteira. Heh, depois de seis ou sete anos! Gente, tô ficando velha, eu via esse anime no Cartoon aos dez anos de idade! D:
Para um rato de computador feito eu, dois dias longe desse troço é, no mínimo, desesperador.
A solução foi olhar Friends - EU RI! EU RI NUM EPISÓDIO! 8D Aleluia, irmãos. Depois de tantos episódios que passaram em branco para mim, pude rir da desculpa esfarrapada do Guaxinim do Joey, e todo mundo discutindo no aniversário da Pheebs foi hilário, e a Amy (irmã da Rachel) é muito sem noção. Mesmo.
Também vi os ovas de Samurai X, até que enfim. Agora sim eu pude entender a história inteira. Heh, depois de seis ou sete anos! Gente, tô ficando velha, eu via esse anime no Cartoon aos dez anos de idade! D:
05 January 2009 @ 01:25 am
Gritos, silêncio.
E a maldita neve.
É o que eu me lembro daquele dia.
Eu havia sido chutada de casa sob acusação de ser uma bruxa, uma praticante de magia negra, uma endemoniada. Não sei como a minha mãe pode jogar isso na minha cara e ainda conseguir chorar. Um choro de raiva e vergonha, no mínimo, suponho. Quem quer ser a mãe de uma anormal? Quem quer trazer um monstro ao mundo?
Caminhei por aquela rua deserta por bastante tempo - havia neve por todos os lados. Eu não enxergava direito e estava perdida em pensamentos, além de estar sentindo um frio tremendo. Não só isso, mas o coração batia devagar, era uma dor insuportável dentro do peito... É essa a dor de ser rejeitada ou é o preço por ser uma criatura que nunca deveria ter nascido?
No centro da cidade havia alguns carros passando, todos apressados para chegar a seus devidos lares. Ao contrário de mim, que vagava sem direção, sem ter para onde retornar. Sentei-me em baixo de uma pequena ponte, aonde eu poderia me refugiar dos flocos gelados que caiam naquela tarde. Não trazia nada comigo, apenas a roupa do corpo, um pouco de ódio, uma pitada de culpa, duas colheres de dor e três xícaras de tristeza.
Não pude saborear o meu infortúnio sozinha: não sei de onde veio ou o porquê de ter parado ali, mas aquele garoto não tirava os olhos de mim. Chegou mais perto, veio até debaixo da ponte e se abaixou. Não falou nada, apenas pôs as mãos em minhas bochechas frias. Logo as retirou por estarem assim, tão congeladas e um tanto mal tratadas. Fiquei imaginando o porquê de dele ter parado a caminhada dele (o que poderia estar fazendo, já que não havia lojas abertas e mais ninguém a vista?) para se dirigir a uma total desconhecida como eu. Provavelmente pensou no porquê de uma garota tão nova e fraca como eu estar sentada em baixo de uma ponte, em plena nevasca.
Kai era o nome dele. Uns quatro ou cinco anos mais velho que eu, pelo que pude perceber. Não que eu estivesse em boas condições para pensar direito, não mesmo, tudo o que fiz foi ficar ali parada, feito uma idiota a olhar o estranho com meus olhos escuros. O olhar dele era parecido com o meu... Profundo, um pouco triste, vivo e morto ao mesmo tempo. Confiei minha vida ao dono daqueles olhos quando segurei sua mão, levantei-me e o segui até sua casa. Um lugar pequeno, não havia pai nem mãe, mas um lugar como aquele já era mais do que suficiente. Seguro, aconchegante e livre da neve acinzentada.
Ele passou a cuidar de mim a partir daí. Uma criança sem mais ninguém no mundo. Tive sorte, agora eu tinha uma espécie de irmão para me proteger - quando tinha pesadelos a noite, ia dormir junto dele. Quando sentia uma vontade incontrolável de chorar, ele me acolhia num abraço, e minhas lágrimas rolavam por cima de seus ombros. Tudo o que nunca tive por ser diferente.
Tudo o que a neve me roubou naquele dia.
--
Capítulo sobre a Yuu. <3
E a maldita neve.
É o que eu me lembro daquele dia.
Eu havia sido chutada de casa sob acusação de ser uma bruxa, uma praticante de magia negra, uma endemoniada. Não sei como a minha mãe pode jogar isso na minha cara e ainda conseguir chorar. Um choro de raiva e vergonha, no mínimo, suponho. Quem quer ser a mãe de uma anormal? Quem quer trazer um monstro ao mundo?
Caminhei por aquela rua deserta por bastante tempo - havia neve por todos os lados. Eu não enxergava direito e estava perdida em pensamentos, além de estar sentindo um frio tremendo. Não só isso, mas o coração batia devagar, era uma dor insuportável dentro do peito... É essa a dor de ser rejeitada ou é o preço por ser uma criatura que nunca deveria ter nascido?
No centro da cidade havia alguns carros passando, todos apressados para chegar a seus devidos lares. Ao contrário de mim, que vagava sem direção, sem ter para onde retornar. Sentei-me em baixo de uma pequena ponte, aonde eu poderia me refugiar dos flocos gelados que caiam naquela tarde. Não trazia nada comigo, apenas a roupa do corpo, um pouco de ódio, uma pitada de culpa, duas colheres de dor e três xícaras de tristeza.
Não pude saborear o meu infortúnio sozinha: não sei de onde veio ou o porquê de ter parado ali, mas aquele garoto não tirava os olhos de mim. Chegou mais perto, veio até debaixo da ponte e se abaixou. Não falou nada, apenas pôs as mãos em minhas bochechas frias. Logo as retirou por estarem assim, tão congeladas e um tanto mal tratadas. Fiquei imaginando o porquê de dele ter parado a caminhada dele (o que poderia estar fazendo, já que não havia lojas abertas e mais ninguém a vista?) para se dirigir a uma total desconhecida como eu. Provavelmente pensou no porquê de uma garota tão nova e fraca como eu estar sentada em baixo de uma ponte, em plena nevasca.
Kai era o nome dele. Uns quatro ou cinco anos mais velho que eu, pelo que pude perceber. Não que eu estivesse em boas condições para pensar direito, não mesmo, tudo o que fiz foi ficar ali parada, feito uma idiota a olhar o estranho com meus olhos escuros. O olhar dele era parecido com o meu... Profundo, um pouco triste, vivo e morto ao mesmo tempo. Confiei minha vida ao dono daqueles olhos quando segurei sua mão, levantei-me e o segui até sua casa. Um lugar pequeno, não havia pai nem mãe, mas um lugar como aquele já era mais do que suficiente. Seguro, aconchegante e livre da neve acinzentada.
Ele passou a cuidar de mim a partir daí. Uma criança sem mais ninguém no mundo. Tive sorte, agora eu tinha uma espécie de irmão para me proteger - quando tinha pesadelos a noite, ia dormir junto dele. Quando sentia uma vontade incontrolável de chorar, ele me acolhia num abraço, e minhas lágrimas rolavam por cima de seus ombros. Tudo o que nunca tive por ser diferente.
Tudo o que a neve me roubou naquele dia.
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Capítulo sobre a Yuu. <3